• Graziela Rocha Raymundo

Desemprego e o Mercado de Trabalho Para as Mulheres

Atualizado: 6 de Set de 2019

Artigo | Graziela Rocha Raymundo | Self Expansion Consciousness | Financial Advisor Specialist | Economista | Colunista | Mentora


“Na área tecnológica, que para mim é o futuro que já é, a participação feminina é crescente e fantástica!”, diz a economista Graziela Rocha Raymundo



Site: Santos em Off - Jornalista Glauco Braga

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Entrevista Economista - Graziela Rocha Raymundo - Concedida ao Jornalista - Glauco Braga - SANTOS EM OFF


Qual é sua avaliação sobre mercado de trabalho e o desemprego neste momento?


Os acontecimentos são cíclicos, acredito que a fase mais crítica já passou. A partir do segundo semestre de 2015 e 2016, foram os períodos de intensa alta no desemprego, onde tivemos um cenário até então, não pertencente ao nosso contexto contemporâneo. Indústrias e suas filiais, empresas de diversos tamanhos e ramos, consolidadas no mercado, fechando suas portas. Consequentemente, devolvendo ao ócio, milhões de profissionais diretos ou indiretamente, ligados e interligados nesta relação que se formou, de causa e efeito. Nosso próprio mercado teve de se reformular, se reinventar, bem como, nossos profissionais.

Em 2017, vi muitas mudanças significativas acontecendo, em virtude desta atribulação. A tecnologia imperando a passos óticos, deixando para o passado, a mão de obra, ainda realizada, ontem, manualmente, em diversas áreas e com as mais diferentes ferramentas. Sem deixar de ressaltar que, novas formas de se trabalhar, foram inventadas, criadas, recriadas, reformuladas, renovadas por uma parte dos profissionais, que começaram a oferecer estes produtos e serviços, aos consumidores finais, em um mercado paralelo aos números que temos oficiais, usando de uma dose extra de criatividade.


Para outra parte de profissionais que buscam recolocação, na sua área de atuação, no seu antigo cargo ou função, vejo no momento, muitas recolocações, muitos depoimentos de retorno ao trabalho sim, na segunda metade de fevereiro até o momento, percentual que vamos ver no próximo índice oficial em breve. É preciso que nos atentemos ao fato que o mercado está diferente, novas profissões surgindo, muito empreendedorismo, claro, para quem tem este perfil.


Vejo a taxa de desemprego com índice alto ainda? Vejo sim, mas também vejo profissionais, que ainda são mais conservadores, que não estão dispostos a mudar de sua cidade, função um tanto mais diferenciada, ou até mesmo, disposto a uma remuneração com um fixo menor, com chances de comissões atrativas.


Esta proposta tem crescido muito, mas temos que respeitar os perfis já existentes, não é mesmo? E com toda esta abundância de excelentes profissionais, o mercado se apoia na tradicional oferta x procura, que faz parte do nosso processo e mecanismo, da lei. O que podemos fazer? Diante de todas estas transformações hierárquicas, tecnológicas, dos compartilhamentos que já estão aí, e sendo criados, como tentativa de inovação da consequente sobrevivência, agora a passos médios, nossos profissionais já podem ficar mais confiantes, com sua tão esperada volta ao lavoro.


Ressalvo que, seu currículo deve estar bem organizado, adequado e reformulado, para que os Recruiters possam ver o que você tem de melhor, e aproveitem este momento de busca, para realizarem cursos on-line oferecidos gratuitamente, disponíveis em diversos sites, tanto governamentais como privados. Recicle-se e turbine seu histórico!


Qual a situação das mulheres dentro desse cenário de crise?


Acredito que a situação de “crise” afeta e afetou todos os profissionais. Não vejo as mulheres em desvantagem relevante ao mercado de trabalho. Vejo o cenário em total igualdade nesta busca por uma oportunidade, e não vejo diferença quanto ao gênero, no sentido da “crise”. Tenho visto até e me sinto, como mulher, muito mais confiante, quando vejo muitas delas se recolocando no mercado, postando depoimentos incríveis pelo fato da espera por um trabalho, pela paciência, resiliência que vivenciou, vejo muitas delas em posições de alto comando, se destacando, revelando sua história de sucesso e suas iguais, e não diferentes potencialidades.

Na área tecnológica, que para mim é o futuro que já é, a participação feminina é crescente e fantástica!

Qual seu conselho para uma mulher que pretende voltar ao mercado de trabalho?


Continue consciente de sua capacidade, força, talento, dom, experiência, determinação, pois é isso que você tem, lembre-se que você pode e deve ser sim quem você é. Se for convidada para uma entrevista, lembre-se: Você tem 50% de chance…nem mais…nem menos!


Na sua opinião, qual a maior falha de uma mulher que está à procura de um novo trabalho?


Não vejo, como se pelo fato de ser mulher, pudesse incorrer de alguma falha. Vejo a mulher, como uma profissional, tão boa quanto, em busca dos seu 50% de chance!


O que mais exclui uma candidata dos processos seletivos?


Isso pode depender